Bolsa fecha acima de 104 mil pontos e renova recorde histórico

julho 08 2019
O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta sexta-feira (05/07), com a aprovação da reforma da Previdência na comissão especial.

O Ibovespa fechou em alta de 0,44%, a 104.089,47 pontos, no terceiro avanço seguido, acumulando valorização de 3,09% na semana. Com isso, a Bolsa atinge sua maior pontuação de fechamento na história, superando o recorde anterior, registrado no dia anterior de 103.636,17 pontos.

O dólar comercial fechou em alta de 0,55%, cotado a R$ 3,82 na venda, após duas quedas seguidas. Apesar de subir no dia, a moeda encerrou a semana com desvalorização acumulada também de 0,55%.

No Brasil, a alta da Bolsa foi puxada pelos bancos. O índice chegou a bater 104.175 pontos na máxima do dia, novo recorde intraday. O giro financeiro foi de R$ 15 bilhões. O Itaú teve alta de 0,8%, a R$ 37,29, e as ações preferenciais do Bradesco subiram 0,4%, a R$ 39,23. Os papéis ordinários (com direito a voto) do banco subiram 0,71%, a R$ 35,09. Tais altas compensaram a forte queda da Vale, que recuou 2,53%, a R$ 50,36. 
 
A companhia foi afetada pelo agrupamento das principais siderúrgicas da China para investigar se fatores “extra-mercado” são a explicação por trás de uma alta recorde nos preços do minério de ferro. As empresas discutem estratégias para lidar com o salto nos preços do minério de ferro importado, que subiram 69% neste ano, tocando um recorde na quarta-feira, a US$ 131. O grupo pediu, inclusive, que o governo chinês mantenha a estabilidade do mercado. 
 
Com a iniciativa, a cotação do minério de ferro recuou 4,39%, a US$ 122. Por outro lado, Gol e Azul estiveram entre as máximas do índice. As duas companhias têm se valorizado com a recuperação judicial da Avianca. Na véspera, a Justiça autorizou a distribuições dos slots da empresa, que beneficia Gol e Latam. Além disso, Gol e Azul apresentaram bons resultados prévios de junho, com aumento no tráfego, demanda e ocupação de assentos. 
 
A Gol encerrou o pregão com 6,41%, a R$ 40,47, maior patamar desde maior desde março de 2008. A Azul subiu 3,46%, a R$ 48,37, recorde histórico.

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