Entenda como funciona a Administração Hospitalar e saiba como reduzir custos

outubro 30 2020

Administração Hospitalar, também chamada de gestão hospitalar, é um conjunto de práticas empregadas na gestão de sistemas de saúde. Embora tenha esse nome, estas práticas estão incluídas não apenas em hospitais, mas em qualquer instituição ou estabelecimento da área da saúde.

Ter uma administração hospitalar eficiente é extremamente importante e necessária para o funcionamento de hospitais, ambulatórios, clínicas, consultórios etc., já que ela engloba materiais, processos e recursos humanos. Para uma gestão eficiente, algumas técnicas são necessárias, por isso, é importante que os administradores tenham anos de experiência em unidades médicas e conhecimento avançado em gestão.

Como funciona a administração hospitalar?

Da mesma forma que em qualquer organização, a administração hospitalar necessita de uma equipe multidisciplinar, e deve apresentar divisão em setores, funções, responsabilidades e atendimento ao paciente.

O administrador hospitalar precisará planejar, organizar, dirigir e coordenar as atividades, solucionar questões administrativas, burocráticas, gerir as equipes, estoque e equipamentos, e tudo isso visando o aumento da eficiência! O administrador do hospital deverá fazer tudo isso mantendo a instituição e gerando lucro, porém dando prioridade à assistência aos pacientes, ou seja, o lucro não pode ficar acima da saúde, ainda mais quando se trata de uma instituição que trabalha por ela e por vidas.

Vale lembrar que diferentes unidades podem possuir diferentes necessidades, afinal, cada uma possui suas especificidades e características. De qualquer forma, unidades de saúde precisam de colaboradores qualificados, tecnologia, equipamentos e materiais próprios.

Quais os benefícios de uma administração hospitalar eficiente?

Um bom administrador é capaz de mudar completamente uma instituição, para melhor! Por isso, ele deve também envolver os colaboradores na mudança, eliminar corrupções, vícios de gestão e pensar no que realmente é melhor para os pacientes, para os colaboradores e para o aprimoramento e o sucesso da instituição!

Sendo assim, uma administração hospitalar eficiente gera:

  • Profissionais bem orientados;
  • Equipes motivadas e com autonomia;
  • Rapidez no atendimento aos pacientes;
  • Atendimentos de qualidade;
  • Agilidade em processos administrativos;
  • Diminuição do tempo de espera para exames, consultas e atendimento emergencial;
  • Maior qualidade de vida para pacientes e colaboradores;
  • Redução de desperdícios;
  • Aumento do faturamento.

Como reduzir custos na administração hospitalar?

Assim como empresas e estabelecimentos, as instituições de saúde precisam eliminar gastos desnecessários para melhorar seu faturamento, serem rentáveis e manter seu funcionamento, sem, claro, perder a qualidade. Por isso, é fundamental que um bom administrador tenha conhecimento sobre finanças e consiga identificar com facilidade possíveis despesas que possam ser cortadas ou substituídas. Estas são algumas formas de diminuir despesas:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

  • Automatização de atividades rotineiras:

A tecnologia é uma aliada não apenas nos setores a que diz respeito, mas também a outros, como o setor da saúde, e usá-la a seu favor pode ser ótimo para uma instituição desse ramo. Um exemplo são os softwares de automatização, assim como máquinas que também facilitam os processos de forma automática.

Processos e máquinas automatizadas previnem erros (de preenchimento de arquivos, previsões, senhas de espera) e perdas de informação, já que reúnem tudo em um só lugar, além de facilitarem muito o processo de agendamento, cadastramento e organização. Isso gera uma economia financeira e no tempo dedicado a tarefas repetitivas, que não precisarão mais serem realizadas por pessoas.

  • Controle de estoque e desperdícios:

Controlar estoque e recursos não é uma tarefa simples, ainda mais quando se trata do mercado da saúde que possui muitos produtos e materiais tóxicos e perigosos, e que precisa de uma atenção muito grande à higiene.

É muito difícil gerir tudo isso por meio de planilhas, então o ideal é investir em tecnologia e automação. Existem no mercado vários softwares completos que conseguem rastrear itens, levantar histórico e armazenar todas as informações necessárias, isso ajuda no controle e evita a perda de informações e desperdícios.

  • Gestão financeira e controle das despesas:

Além de gerenciar o estoque, é fundamental ter muita atenção à gestão financeira e às despesas da instituição. É interessante ter alguém responsável por fazer o trabalho financeiro, avaliar todos os ganhos e despesas e entender quais possíveis cortes podem ser feitos sem impactar negativamente o todo.

Existem softwares que também ajudam a fazer um controle inteligente de custos e despesas, dando uma visão completa do financeiro e auxiliando a tomar decisões assertivas.

  • Telemedicina e laudos à distância:

A Telemedicina já ganhou espaço no nosso dia a dia, ficou bem conhecida devido à pandemia de COVID-19 e à necessidade de realizar consultas estando em casa.

Este modelo de atendimento, mais prático e econômico, já é muito bem aceito e pode ser utilizado para diminuir gastos das organizações, isso porque a telemedicina  possibilita a redução de custos na contratação de especialistas presentes durante todo o horário de funcionamento da unidade de saúde e também ajuda muito a agilizar a emissão de laudos, sendo bastante útil em épocas de alta demanda por exames e evitando, consequentemente, gastos relativos a desorganização e alta demanda.

  • Comodato de aparelhos médicos:

Para atender pacientes com a melhor atenção e tecnologia possível, são necessários equipamentos de ponta, que possuem, geralmente, um alto valor. Por isso, uma forma boa de economizar é aderir ao regime de comodato para certas máquinas, como para a emissão de laudos digitais ou para aparelhos clínicos.

  • Gestão de equipamentos:

Além de realizar comodatos, é importante ter uma boa gestão e cuidado com os equipamentos, isso significa que é possível evitar despesas desnecessárias, já que na medida em que a organização mantém um modelo de controle, higiene e manutenção rigoroso de seus equipamentos, ela evita despesas com trocas, doenças em funcionários e contaminação de ambientes.

  • Avaliação periódica dos fornecedores:

É interessante ter sempre o hábito de avaliar o custo-benefício dos fornecedores e estudar outros fornecedores que possam oferecer serviços e equipamentos de igual ou melhor qualidade por um preço menor.

  • Indicadores de desempenho:

Indicadores de desempenho são ótimos para que a organização consiga avaliar o desempenho dos processos adotados nos diversos departamentos da instituição. Estes dados são ótimos para que medidas alternativas sejam tomadas e novos e mais proveitosos caminhos sejam seguidos. 

Satisfação do usuário, taxa de infecção e tempo médio de espera são alguns indicadores que podem ser analisados.

Esperamos ter ajudado! Se quiser ler mais textos sobre a área da saúde, acesse nosso blog e aproveite também para conhecer a Life Cargo. Temos profissionais treinados e capacitados para o melhor manuseio e transporte de materiais de interesse à saúde, como: reagentes para diagnósticos invitro, medicamentos, órteses, próteses, equipamentos médico hospitalares, entre outros.

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