Transporte aéreo de cargas especiais e os cuidados necessários

Certificada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a Modern Logistics já está autorizada a operar o seu Centro de Treinamento para Transporte Aéreo de Cargas Especiais. Com a autorização o novo Centro poderá oferecer cursos em todas as categorias de artigos perigosos existentes.

Os principais clientes do Centro de Treinamento serão, além das companhias aéreas e dos prestadores de serviço especializado em aeroportos, as empresas que preparam e manipulam cargas em geral para embarque em aeronaves, inclusive diversos fabricantes de produtos eletroeletrônicos e farmacêuticos.

O diretor de ensino no Centro de Treinamento Fernado Oliverio, explica que a grande vantagem do Centro de Treinamento é ajudar a melhorar a qualidade das operações de transporte de artigos especiais no Brasil. “Existem muitas dúvidas no que diz respeito ao transporte aéreo de animais vivos, produtos perecíveis, artigos perigosos, munição e outros itens especiais”.

O mais novo operador logístico do mercado conta com a base em Jundiaí, interior de São Paulo, com possibilidade de oferecer programas da escola in company. A ideia inicial da companhia era estruturar apenas uma área de treinamento interno na empresa mas, com a contratação de Fernando José Oliverio, surgiu a proposta de criar o Centro e apoiar o aumento da qualidade dos serviços de transporte.

Entre as cargas especiais transportadas estão animais vivos, restos mortais, perecíveis, cargas de alto valor ou particularmente vulneráveis e artigos perigosos, que podem causar riscos para saúde, propriedade, meio ambiente ou para as operações aéreas, como explosivos, inflamáveis, corrosivos, radioativos ou magnéticos.

Oliverio explica ainda que todos precisam passar por capacitação para esse tipo de transporte, desde pilotos, comissários, até o pessoal de security e time de solo. “Vimos também que as informações são fundamentais até para as equipes comerciais das empresas de logística”.

Farol baixo em alta

Investir em segurança é investir em capital humano. Por isso, a Lei 13.290, que alterou o Código Brasileiro de Trânsito e determinou o uso do farol baixo aceso durante o dia em rodovias, deve ser vista com bons olhos.

Em vigor desde a sexta-feira passada (8), a medida visa aumentar a segurança nas estradas, reduzindo o número de acidentes frontais, visto que a maioria dessas colisões é ocasionada pela não percepção do outro veículo por parte do motorista. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), estudos mostram que a presença de luzes acesas reduz entre 5% e 10% o número de colisões entre veículos durante o dia.

Por se tratar de uma mudança cultural, é importante que os fabricantes de veículos disponibilizem dispositivos que permitam o cumprimento da Lei de forma automática e que as transportadoras comuniquem os seus colaboradores sob as penalidades decorrentes da medida e, também, da sua contribuição para a redução dos acidentes.

Nos Estados Unidos, o farol baixo é obrigatório em rodovias. Na Europa, a lei é sofisticada e exige iluminação diurna desde 2011. Com uma taxa de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil, segundo estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil tem um dos piores índices do continente americano: a taxa na Bolívia é de 23,2 mortes, 20,7 no Paraguai e 13,6 na Argentina.

Reconhecer os problemas e impor novas leis será um bom passo para o recomeço.