Panorama do Setor de Equipamentos Médicos

maio 05 2021
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Por conta da pandemia e da corrida pela vacina, o mundo todo pôde acompanhar como se desenvolve um produto da área da saúde. Em vez de dar atenção apenas aos profissionais do hospital, principalmente aos médicos, o olhar foi ampliado para equipamentos utilizados em diferentes procedimentos.

Agora, por exemplo, muitas pessoas descobriram a importância de um respirador mecânico, como ele funciona e etc. Não basta o  profissional ser excelente, é necessário ter um equipamento funcional e adequado para os diversos procedimentos existentes.

Tecnologias e pesquisas científicas são extremamente fundamentais para o progresso e podem encontrar fatores que são ponto chave para que novos materiais sejam criados ou aperfeiçoados. 

Tanto pelas diferentes pesquisas em desenvolvimento quanto pela demanda, muito é esperado para um futuro próximo. 

Brasil no mercado de Equipamentos Médicos

A Associação Brasileira de Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) realizou um levantamento de dados econômicos, em 2019. Segundo o estudo, a maioria das empresas desse setor – cerca de 87% – eram microempresas, com até 19 funcionários. 

Ainda de acordo com o levantamento, o consumo aparente ultrapassou o nível da produção nacional da indústria. A maior parte da produção se concentrava em instrumentos e materiais para uso médico, odontológico e artigos ópticos.

Isso pode ser resultado da forte concorrência e pressão vinda de importações. Porém, alguns outros levantamentos provam que o Brasil também exporta muitos equipamentos médico-hospitalares. 

Em 2019, segundo relatório da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), o Brasil alcançou 621 milhões de dólares em exportação de equipamentos. Só para os EUA, em 2018, foram 161,8 milhões de dólares totalizados da exportação.

Pandemia e os equipamentos Médicos

A pandemia conscientizou muita gente a respeito da qualidade dos equipamentos utilizados, até então, nos hospitais. Além do uso em si, a parte burocrática, como aprovação da ANVISA para os materiais serem utilizados, pode ser um dificultador na agilidade da chegada desses itens para quem precisa.

Não apenas os equipamentos utilizados para pacientes em UTI ou com Covid-19, mas os mais diversos possíveis. No Brasil, muitos postos de saúde tinham grandes desafios para atender as demandas dos pacientes.

Com cada vez mais pessoas observando essas questões, a tendência é que tenha melhoras significativas no setor de equipamentos médico-hospitalares. Uma previsão para o crescimento global dessa área, segundo o estudo Zion Market Research, venha entre 2020 e 2025. 

Tendências do Setor de Equipamentos Médicos

Investimento na área médica

A pandemia realmente abriu os olhos de muitos para a falta de verba em pesquisas da área da saúde. Uma expectativa é de que se aumente o investimento para desenvolvimento de equipamentos eficazes com alta tecnologia.

Um investimento em tecnologias voltadas aos equipamentos médicos resulta em mais segurança para os pacientes e até mesmo para os profissionais que os utilizam; possibilidade de aumentar a produtividade. Os investimentos podem gerar equipamentos mais específicos, que tenham uma vida útil maior e menor necessidade de manutenção.

Atendimentos e procedimentos remotos

A necessidade de manter o distanciamento social abriu a possibilidade da telemedicina. Profissionais e pacientes ainda estão aprendendo a lidar, mas a tendência é de que exista uma tecnologia que auxilie a todos para a normalização desta forma de atendimento.

Na maioria das vezes, o paciente faz exame em um local, precisa esperar para que o laudo seja enviado ao médico e, então, vai a outro lugar para a consulta. Muitos médicos, também, não atendem em apenas uma cidade. Então, tecnologias que facilitem a comunicação a distância, a integração entre laboratório, profissional e paciente podem ser tendências.

Além de consultas, alguns exames e diagnósticos podem passar por equipes de fora. Muitos exames – e até cirurgias – como endoscopia, por exemplo, fazem o uso de tecnologias de vídeo. Ao investir em equipamentos que superem as distâncias, os diagnósticos podem ficar mais precisos com auxílio de equipes externas.

Atualmente, alguns procedimentos são transmitidos ao vivo para congressos ou cursos, todos com objetivos científicos. A otimização desses procedimentos pode até avançar muitos tipos de pesquisas ao redor do mundo.

Todas essas melhorias podem otimizar todo o processo de consultas, exames e procedimentos, fazendo com que mais profissionais capacitados sejam mobilizados para o bem do paciente, enquanto se poupa o tempo que é gasto em todo o processo.

Inteligência Artificial em Equipamentos Médicos

Por mais futurístico que possa parecer, há uma expectativa no desenvolvimento de equipamentos médico-hospitalares com inteligência artificial (IA) para auxiliar em procedimentos médicos e diagnósticos.

Assim como a ajuda de equipes externas, a IA pode acrescentar precisão na tomada de decisões em relação a um paciente. O sistema é alimentado com dados, processa as informações e leva a um parecer com muito mais agilidade que um humano.

A esperança maior a respeito desta tecnologia é a identificação de doenças precocemente. Através dos dados do paciente, o sistema pode analisar e reconhecer alguma patologia. Assim, o tratamento se inicia o mais rápido possível.

Lei do Bem

A Lei 11.196/05, mais conhecida como Lei do Bem, serve como incentivo para que pessoas jurídicas realizem pesquisas e desenvolvam inovações tecnológicas. O incentivo vem em forma de concessões fiscais para essas empresas.

A Lei veio como um mecanismo para aumentar inovações a partir do setor privado. Atualmente, está passando por uma revisão para que impacte e incentive mais empresas a aderirem ao projeto. 

Apesar do Brasil não estar propriamente desenvolvido nas questões médico-hospitalares, a tendência é que haja um crescimento no setor dessa indústria. Tanto os profissionais quanto as instituições estão buscando por melhorias e incentivos no desenvolvimento da área. Quem mais tem a ganhar com todo este esforço é a população.

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